sexta-feira, 15 de junho de 2018

A SITUAÇÃO CALAMITOSA DO EFETIVO DA POLÍCIA CIVIL DO RIO DE JANEIRO




De 1975 a 2018 aumentaram população e incidência criminal e o número de policiais civis, encarregados das investigações criminais continuou o mesmo.


Quem disse que esses efetivos irrisórios têm condições de realizar uma razoável repressão criminal?


Cada investigação requer dedicação, tempo, o desdobramento do trabalho nos mais diversos sentidos que a natureza do crime conduza. Portanto, o crescimento das cidades obriga a admissão de um maior número de investigadores com boa formação profissional para atender a nova realidade.


A situação da polícia judiciária no Rio de Janeiro (e, provavelmente, em outros estados) foi  resultado de uma sequência de governadores desonestos nas suas escolhas administrativas, que deram prioridade às aparências, aos "outdoors", às obras de fachada, enganando a população e prejudicando pelo abandono o bom funcionamento de um serviço público essencial.


Curiosamente todos se calam diante dessa inacreditável situação, Imprensa, "policiólogos" e outros ditos entendidos, mas não esquecem de criticar baixos índices de elucidação de crimes.


Enquanto prevalecer a hipocrisia em lugar da adoção de uma postura civilizada em face das necessidades da Instituição Policial e, ainda, do sistema de segurança pública brasileiro, exigindo a reforma de seus erros e deficiências, todos continuarão a ser vítimas nesse país com uma das maiores incidências criminais do mundo sem punição.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

MJUSEU/PCERJ FAZ EXPOSIÇÃO NO CICC-CENTRO INTEGRADO DE COMANDO E CONTROLE




No dia 28 de maio foi inaugurada no CICC - Centro Integrado de Comando e Controle, da Secretaria de Segurança, uma exposição comemorativa do seu 5º Aniversário de criação, integrada por peças do Museu da Polícia Civil, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos da segurança pública. A foto mostra a representação da PCERJ.

Foram exibidos painéis com uma linha do tempo da trajetória histórica da Instituição, vitrines com fotos marcantes e dois manequins com os uniformes da POLÍCIA ESPECIAL, corporação de polícia de choque da Polícia Civil do Distrito Federal (1932-1960) e do antigo Comando Jaguar da CORE-Coordenadoria de Recursos Especiais.


Fotos do Prédio Histórico da Polícia Civil






Algumas das fotos da Polícia da Corte




Fotos da Polícia Civil do Distrito Federal





domingo, 6 de maio de 2018

MUSEU DA POLÍCIA CIVIL - EXPOSIÇÕES DE MAIO



EXPOSIÇÕES DE MAIO DE 2018

10 de Maio - Fundação da Polícia da Corte (atual Polícia Civil)  Cidade da Polícia - 10:00 horas

28 de maio à 07 de junho  -  Aniversário do CICC - Centro          Integrado de Comando e Controle - Cidade Nova           

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

ACERVO DO MUSEU DA POLÍCIA CIVIL - AUDIÊNCIA PÚBLICA - COLEÇÃO DOS CULTOS AFRO-BRASILEIROS

No dia 19 de setembro de 2017, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, ocorreu uma audiência pública promovida por deputados da oposição, principalmente do PSOL, para falar sobre o Acervo dos Cultos Afro-brasileiros do Museu da Polícia Civil com proposta de natureza política de "devolução" da coleção museológica para entidades privadas ligadas às religiões de matriz africana.
Desprezando o importante trabalho de preservação realizado pelo Museu nos últimos oitenta anos, defendem a retirada de bens do patrimônio cultural do Estado da sua posse para entregar a particulares.

Na audiência pública compareceu o Diretor do Museu da Polícia, Dr. Cyro Advincula da Silva que no seu pronunciamento mostrou o absurdo do pleito.



PRONUNCIAMENTO DO DR. CYRO ADVINCULA DA SILVA


Exmo. Senhor Presidente

Exmos. Srs. Deputados

Ilustres convidados presentes


Representando o Museu da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro agradeço o convite para participar desta importante audiência pública.
Vou aproveitar o tempo que me foi concedido para falar sobre o tema em pauta, a Coleção de Cultos Afro-brasileiros do Museu da Polícia e a casa que a abrigou por quase oitenta anos e preservou a sua existência por esse longo período.

O Museu da Polícia Civil foi criado em 1912 junto com a Escola de Polícia do Rio de Janeiro com a missão de divulgar os progressos alcançados pela nova polícia judiciária da República, moldada nos padrões da polícia francesa e ao mesmo tempo servir como meio auxiliar de ensino para o aprimoramento profissional dos alunos dos cursos de formação ministrados pela Escola.

Tem como sede o Prédio Histórico da Polícia Civil, situado no Centro do Rio, na Rua da Relação 40, no momento em obras de restauração. Em razão dessas obras encontra-se instalado provisoriamente no prédio anexo do mesmo endereço, aberto ao público em geral, inclusive aos grupos escolares.

É um museu histórico que guarda a memória secular da instituição policial e ao mesmo tempo eclético por preservar diversificado acervo resultante da interação da corporação com a vida da cidade e do estado do Rio de Janeiro.

Dentre as diversas coleções que abriga encontra-se a Coleção de Cultos Afro-brasileiros integrada por objetos religiosas oriundos da umbanda e candomblé, que ,foram transferidos para o Museu no final da década de 30 e que anteriormente se encontravam na 1ª Delegacia Auxiliar em decorrência das apreensões ocorridas nos primeiros anos do século XX em terreiros de religiões de matriz africana da cidade do Rio de Janeiro.

Com mais de quatrocentas peças teve parte delas, quase duzentas, tombadas pelo então recém criado SPHAN, órgão de proteção ao patrimônio histórico e artístico criado em 1937 pelo governo federal. O requerimento de tombamento foi feito por iniciativa do Delegado Sylvio Terra, autoridade sob a qual o Museu estava subordinado, como mais uma providência em favor da sua preservação e em reconhecimento da importância cultural e etnográfica que continha.

Hoje, esse conjunto de peças que se constituem num importantíssimo bem do patrimônio cultural do Estado do Rio de Janeiro se encontra em bom estado de conservação, embora tenha origem centenária.

A Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro através de Convênio celebrado com a Secretaria de Segurança Pública, incluiu dentre os seus objetivos o desenvolvimento de um trabalho a cargo de pessoal especializado da Superintendência de Museus do Estado que visa o reestudo e catalogação da coleção e provavelmente num futuro próximo a sua exposição num espaço cultural estadual. O Senhor Rafael Hallack, ilustre Superintendente Estadual de Museus da Secretaria Estadual de Cultura, presente nesta audiência certamente poderá melhor esclarecer os detalhes do programa.

Outro dia li numa página política das redes sociais que as peças dos cultos afro-brasileiros estavam aprendidas no nosso Museu. Um museu não apreende as suas peças, um museu as preserva, pesquisa e expõe.
Todos os museus constituem os seus acervos com objetos os mais variados que pertenceram a outras pessoas, grupos ou nações e que por circunstâncias históricas vieram a abrigar dentro dos seus espaços culturais. Os museus não criam ou produzem as riquezas que possuem. Os museus as recebem com a finalidade de preservá-las para as gerações futuras. É essa a natureza dos museus.

Os museus são grandes coleções de bens produzidos pela civilização ou encontrados em nosso planeta. Para que um museu possa existir lhe é reconhecido o direito de preservar íntegra a sua grande e diversificada coleção, pois se fosse permitido o seu desmembramento em pouco tempo se desfiguraria como museu. Por esse motivo o Direito protege as coleções museológicas tornando-as indivisíveis.

Do período de oitenta anos que a Coleção dos Cultos Afro-brasileiros integram o acervo do Museu da Polícia Civil as suas peças deixaram de ser exibidas nos salões de exposição por período inferior a um quarto desse tempo por dificuldades que se seguiram à mudança de sede e abalos estruturais causados por uma edificação vizinha. A permanência em reserva técnica é um fato comum em todos os museus, mas não significa que deixou de haver o interesse em torná-las visíveis à sociedade, sua verdadeira herdeira.

É, em rápidas palavras, o que me ocorre transmitir.
Obrigado a todos. 

Cyro Advincula da Silva
Diretor do Museu da Polícia Civil