quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ABERTURA DA SEDE PROVISÓRIA DO MUSEU DA POLÍCIA CIVIL DO RIO DE JANEIRO - DISCURSO DO DIRETOR






Exmo. Senhor Chefe de Polícia, Exma. Sra. Subsecretária Administrativa, autoridade a qual o Museu da Polícia Civil se encontra vinculado, autoridades presentes, companheiros, convidados.

Hoje a instituição policial reinstala em área do seu Prédio Histórico uma exposição provisória do Museu da Polícia, iniciativa fruto da sensibilidade cultural e eficiência administrativa da Administração Superior da Polícia Civil, liderada pelo Delegado Fernando Veloso, com o apoio, empenho e incentivo da Delegada Elizabeth Cayres.

Este espaço marca a presença de pequena mostra do Museu centenário alijado provisoriamente da sua sede natural, o Prédio Histórico da Polícia Civil, por força das obras da construção vizinha que causaram danos às suas alvenarias.


 
Entretanto, todos os nossos esforços devem ser concentrados em ações necessárias ao mais rápido retorno do Museu à sua sede, de forma a propiciar a expansão da exposição do seu acervo, de reconhecido valor histórico e etnográfico, manter um canal de saudável integração com a sociedade, como, hoje, fazem tantas instituições públicas com excelentes resultados e finalmente devolver ao Prédio Histórico da Polícia Civil o seu caráter de verdadeiro memorial da Instituição Policial, veneranda pelos relevantes serviços prestados ao povo do Rio de Janeiro nos seus duzentos anos de institucionalização, mas cuja história de polícia judiciária recua ao tempo da Ouvidoria Geral, quando, em 1619, os alcaides acompanhados dos seus escrivães exerciam as suas funções de forma muito semelhante aos nossos delegados adjuntos.

 

Assim, revitaliza-se este imóvel, construído para sede da Instituição e um dos marcos do período da formação da Polícia Civil da República, por cem anos, centro obrigatório de convergência de todos os quadros de servidores policiais, restituindo-se o seu antigo brilho, preservando um patrimônio artístico de reconhecida beleza estética do puro estilo eclético frances, concebido por Heitor de Mello.


A pequena exposição que ora inauguramos privilegiou a História da Polícia exibindo peças ligadas a períodos marcantes.

Partindo da linha do tempo com um resumo da História da Polícia Civil desde 1808, passamos pela Polícia da Corte e focalizamos o Delegado do Chefe de Polícia.

Em seguida algumas das armas famosas de uso policial e outras apreendidas que remontam ao século XVIII.

Vemos as corporações uniformizadas, que existiram na Polícia Civil durante cem anos e que pelos bons serviços conquistaram o respeito da população. Muitos dos seus integrantes continuaram na Polícia, onde se destacaram em importantes funções. Elas lembram de uma questão de grande importância para a eficiência das organizações policiais: a do ciclo completo de polícia, universalidade no mundo, mas, por enquanto, inexistente no Brasil.


 
 
 
 
As perícias, companheiras inseparáveis da polícia judiciária estão representadas e ilustradas por um painel do seu desenvolvimento e progresso.

Mostramos, as comunicações policiais que na década de 50 representaram um imenso avanço na presteza da execução do serviço policial.

A mesa localizada no início do salão é uma das peças do mobiliário original de 1910, do Gabinete do Chefe de Polícia. Esse mobiliário fabricado pelo mais conceituado marcineiro do Rio de Janeiro, Manuel Ferreira Tunes, foi resgatado para o Museu nos anos 90. São peças valiosas que proporcionam a reconstituição dos ambientes originais do início do século XX, tão a gosto de museus e centros culturais.

Para encerrar gostaria de agradecer o apoio do companheiro e amigo Delegado Danton Moreira de Souza, brilhante professor de História da Polícia da ACADEPOL, companheiro de lides institucionais como na implantação do Curso Superior de Polícia – CSP, do Decreto nº 14.587, de 1990, do Governador Moreira Franco, momento importante do Ensino Policial, vivido pela Academia Estadual de Polícia Silvio Terra.

Reconhecer o trabalho do Comissário de Polícia Francisco Jorge Mendes, que assumindo a liderança de seus companheiros a partir do início do corrente ano, exerceu todos os esforços em prol do Museu da Polícia Civil, da garantia do seu patrimônio e dos seus objetivos.

Ao Inspetor Reinaldo Figueiredo, pelo seu empenho e competência na resolução de tarefas que garantiram a realização do layout da exposição, conforme planejado.

Agradecer a todos os demais colaboradores do Museu, Wilson, Vicente e Paulo, hoje, pode se dizer, especializados nessa área de atuação, pelas diversas intervenções que se fizeram necessárias para o resultado final que obtivemos.

Muito obrigado a todos. (02/10/2014)

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