quarta-feira, 14 de junho de 2017

COLEÇÃO DE CULTOS AFRO-BRASILEIROS - NOTA DA AAMPOL

A AAMPOL - Associação de Amigos do Museu da Polícia Civil 

INFORMA:

O MUSEU, órgão de natureza cultural, preserva há cem anos um precioso acervo de peças originárias dos cultos afro-brasileiros, que lhes foram confiadas em razão das suas atribuições e competências museológicas.

Esse acervo encontra-se muito bem conservado, foi tombado no IPHAN por iniciativa do Museu e existe até os nossos dias graças aos cuidados dispensados para a sua preservação e esse fato nunca foi contestado.

Ultimamente grupos políticos, na ânsia de se promoverem, têm usado de falsos argumentos para distorcerem a realidade com ridículas notícias de “aprisionamento” das peças, má conservação ou seu desaparecimento.

Lamentável, mas próprio da política.

Entretanto, deve ser entendido que o Museu COM JUSTO DIREITO continuará a preservar e expor essa Coleção de grande valor cultural e etnográfico cumprindo a sua finalidade e a serviço da sociedade.

Finalmente, PARA QUEM NÃO SABE, peças e coleções dos acervos dos museus no mundo civilizado NÃO SE TRANSFEREM. A última vez que isso ocorreu foi sob a dominação nazista na Europa.

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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Impopulares, TUCANOS reivindicam acervo de Cultos Afro-Brasileiros

No dia 18 de janeiro de 2017, surge no Museu da Polícia Civil a Sra. Luislinda Valois, acompanhada de auxiliares e elementos do PSDB, para reivindicar a importante Coleção de Cultos Afro-Brasileiros preservada por essa importante e centenária instituição cultural.

Alheia a condição desse patrimônio de bem patrimonial do Estado do Rio de Janeiro, anunciou que o levaria para Brasília, não disse como nem porque, mas como militante das fileiras "tucanas" imagina-se mais uma investida de uma política menor destinada a angariar alguns votos para a impopular legenda partidária.

Luislinda Valois apresentou-se como Secretária da Igualdade Racial do Ministério da Justiça. Dias depois o Governo Temer criou o Ministério de Direitos Humanos e dita senhora foi nomeada como sua titular.

Num governo que direciona a sua política contra as classes populares e elabora leis ignorando os direitos de trabalhadores e servidores públicos, torna-se difícil entender para que serve um órgão supostamente relacionado com os direitos humanos.

Importante, pois, fazer uma retrospectiva sobre o Museu da Polícia Civil, criado em 1912 sob a cúpula da recém inaugurada Chefatura de Polícia do Distrito Federal (1910), situado em salões do último andar como um convite aos cidadãos para visitarem o Museu e percorrerem livremente as instalações da sua central de polícia.

Dada a importância da existência da instituição policial para a sociedade e a estreita ligação da sua história na capital federal com a história da nação, optou-se por torná-lo o museu histórico da corporação a que pertence.

A sua Coleção de Cultos Afro-Brasileiros, nome adotado em substituição ao título do tombamento - Museu de Magia Negra - já que as peças do acervo com ele não condizem e muitas delas não se incluem na relação tombada, vem sendo preservada com especial cuidado por esta instituição há quase um século, cujos dirigentes, reafirmando o seu zelo, promoveram o competente registro nesse órgão de proteção.

Esse acervo tornou-se parte da história da instituição policial que o acolheu em seu museu pela importância atribuída diante do seu valor para a Cultura Brasileira.

Torna-se notório, ao contrário das conclusões do laudo, não estar ele apreendido em sede policial, mas preservado num museu público do Estado do Rio de Janeiro, ao qual se deve a sua integridade até os dias atuais.

Estapafúrdia e até arbitrária seria a ideia de querer padronizar o acervo deste Museu limitando-o a objetos de uso policial. Além de desconsiderar boa parte da sua eclética coleção se afastaria cada vez mais dos demais congêneres com coleções de temáticas bastante diversificadas.

Acresce que peças de acervo de museus não se transferem, caso o Laudo esteja a ventilar tal ideia. Se assim fosse, os museus da Europa já teriam devolvido toda a Arte da Antiguidade tomada manu militari dos países de origem.

Sob o aspecto jurídico o Código Civil Brasileiro protege a indivisibilidade das coleções, assim considerados os acervos dos museus. Se a cada surto decorrente das fraquezas humanas fosse possível retirar peças ou coleções dos museus eles, por certo, não teriam vida longa.


Hoje em reserva técnica, como em reserva técnica estão a maior parte dos acervos dos museus do mundo, existe um sério projeto de reinstalar a exposição de Cultos Afro- Brasileiros em breve espaço de tempo no Prédio Histórico da Polícia Civil, sede deste Museu.