sexta-feira, 15 de junho de 2018

A SITUAÇÃO CALAMITOSA DO EFETIVO DA POLÍCIA CIVIL DO RIO DE JANEIRO




De 1975 a 2018 aumentaram população e incidência criminal e o número de policiais civis, encarregados das investigações criminais continuou o mesmo.


Quem disse que esses efetivos irrisórios têm condições de realizar uma razoável repressão criminal?


Cada investigação requer dedicação, tempo, o desdobramento do trabalho nos mais diversos sentidos que a natureza do crime conduza. Portanto, o crescimento das cidades obriga a admissão de um maior número de investigadores com boa formação profissional para atender a nova realidade.


A situação da polícia judiciária no Rio de Janeiro (e, provavelmente, em outros estados) foi  resultado de uma sequência de governadores desonestos nas suas escolhas administrativas, que deram prioridade às aparências, aos "outdoors", às obras de fachada, enganando a população e prejudicando pelo abandono o bom funcionamento de um serviço público essencial.


Curiosamente todos se calam diante dessa inacreditável situação, Imprensa, "policiólogos" e outros ditos entendidos, mas não esquecem de criticar baixos índices de elucidação de crimes.


Enquanto prevalecer a hipocrisia em lugar da adoção de uma postura civilizada em face das necessidades da Instituição Policial e, ainda, do sistema de segurança pública brasileiro, exigindo a reforma de seus erros e deficiências, todos continuarão a ser vítimas nesse país com uma das maiores incidências criminais do mundo sem punição.

Nenhum comentário: